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Foto de uma mulher sorrindo, pintando o rosto de uma criança, de costas, onde vemos apenas parte da face dela que está sendo pintada. Eles estão em uma sala

Oficina de Pais e Filhos incorpora temática do Dia das Crianças com atividades lúdicas para adultos e crianças

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O fim da conjugalidade não encerra a parentalidade. Alicerçada nessa máxima, a Oficina de Pais e Filhos reuniu, na tarde desta quarta-feira (07/10), no Fórum Clóvis Beviláqua (FCB), 25 pais e mães com processos nas Varas de Família da Comarca de Fortaleza para uma conversa sobre sentimentos, conflitos e como equalizar esses elementos e a relação com os filhos após o divórcio.

“Antes de sermos pais e mães, fomos e somos filhos. Viemos de algum lugar, florescemos e frutificamos no mundo de alguma forma”, diz Joel Silva, psicólogo e expositor em formação que ajudou a conduzir a oficina. Em uma dinâmica, os pais foram convidados a preencher com folhas uma árvore desenhada na parede, simbolizando a família e os elos ao seu redor. Aos poucos, cada folha passa a representar uma parte importante das famílias presentes: as(os) filhas(os).

Em outras duas salas do Setor de Cidadania do FCB, as folhas representadas na árvore se personificam. No espaço destinado às crianças, pequenas mãos manuseiam sobre a mesa a massa de modelar colorida, enquanto o tema “super-herói” domina a conversa. “Tia, qual é o seu super-herói favorito?”, pergunta à expositora uma criança cujos pais participam da oficina no espaço destinado aos adultos. Ali, meninos e meninas com idades entre 6 e 11 anos se expressam por meio de pinturas, desenhos, conversas aparentemente despretensiosas e outras atividades lúdicas.

Já no local destinado aos adolescentes, de 12 a 17 anos, papel e caneta se tornam importantes aliados e mostram a escrita como ferramenta importante na elaboração de sentimentos, enquanto os jovens são guiados pelas expositoras da oficina em um espaço acolhedor, seguro e descontraído.

A psicóloga do Cejusc Fortaleza e responsável pelo projeto, Mônica Sant’Ana, explica que as oficinas funcionam como um momento de reflexão para as famílias e ajudam os filhos a identificarem os sentimentos dentro da conjuntura familiar. “O fato de os pais estarem brigados ou separados não significa que eles deixam de ser pai e mãe daquela criança ou daquele adolescente. A principal mensagem da oficina de parentalidade é que existem vários tipos de famílias e que o que acaba é esse relacionamento entre os pais, mas as(os) filhas(os) continuam sendo filhas(os)”, reforça.

 

HÁ 12 ANOS, O ANO TODO

 

As Oficinas de Pais e Filhos acontecem durante todo o ano, quinzenalmente, às quartas-feiras, no Setor Cidadania do Cejusc no Fórum Clóvis Beviláqua. A iniciativa foi implantada na Comarca de Fortaleza há 12 anos e, desde então, vem sendo realizada de forma contínua. O encontro realizado hoje agregou as temáticas do Dia das Crianças e do Halloween com o objetivo de tornar a tarde mais lúdica, divertida e acolhedora.

 

Foto de uma sala ampla, em que se vê duas pessoas à frente dando explicações sobre uma temática, e várias pessoas sentadas ouvindo, atentamente
Os encontros levam orientações aos pais e atividades divertidas e acolhedoras às(aos) filhas(os)

 

A oficina é conduzida com base em estudos, práticas e projetos educacionais com a finalidade de auxiliar e sensibilizar, de forma preventiva e educativa, pais em situação de ruptura familiar. Por meio das dinâmicas e atividades desenvolvidas, os monitores buscam ajudar a família a compreender o momento por que estão passando, utilizando técnicas que contribuem para a resolução autônoma de conflitos e orientam sobre os efeitos negativos que uma abordagem destrutiva pode causar nos filhos.

 

AVALIAÇÃO DE EXPOSITORES EM FORMAÇÃO

 

Durante o encontro, houve avaliação de expositores em formação que, ao serem aprovados, poderão seguir conduzindo outras Oficinas de Pais e Filhos. A avaliação foi feita pela psicóloga Mônica Sant’Ana. As atividades contam com o apoio de voluntários entre mediadoras(es) e psicólogas(os) que atuam como expositoras(es), conduzindo o diálogo entre pais e filhos e reforçando o caráter colaborativo do projeto.

 

A foto mostra três profissionais que cuidam das crianças e adolescentes, observando uma criança fazer uma colagem na parede. A criança está de costas, em uma sala
As oficinas ocorrem quinzenalmente, às quartas-feiras, e contemplam também crianças e adolescentes

 

Além disso, participam profissionais de diferentes áreas, inclusive magistrados, pedagogos e outros integrantes da rede, desde que tenham realizado o Curso de Formação de Expositores da Oficina de Pais e Filhos, conforme normatização do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

 

COMO PARTICIPAR DAS OFICINAS

 

As oficinas são promovidas gratuitamente pelo Cejusc de Fortaleza, duas vezes a cada mês (ou a depender da demanda). Elas são realizadas com o público encaminhado por via judicial ou por meio de solicitação das pessoas interessadas.

As famílias que tiverem interesse em participar podem enviar os dados para o e-mail oficinadepaisefilhos@tjce.jus.br ou mensagem de WhatsApp para 85 3108-2143 e falar com a psicóloga do Cejusc Fortaleza, Mônica Sant’Ana.

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