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Foto de vários homens e mulheres sentadas(os) em uma grande mesa de trabalho e, ao fundo, uma tela de TV com várias imagens de pessoas que participam online

Reunião no Judiciário discute ações do Mês da Infância Protegida e o fortalecimento de políticas voltadas à Primeira Infância

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A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) e o Comitê Gestor Local da Primeira Infância do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) realizaram, nesta quarta-feira (1º/04), reunião para tratar sobre estratégias e ações voltadas à proteção integral de crianças e adolescentes. Entre os principais pontos da pauta estiveram o Plano de Ações do Mês da Infância Protegida, o Programa Novos Caminhos, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o Plano de Ações para a garantia do atendimento integrado às crianças na Primeira Infância no âmbito do Poder Judiciário do Ceará.

Como pauta principal do encontro, foi discutido o planejamento do primeiro Mês da Infância Protegida, iniciativa instituída pelo CNJ, que tem o objetivo de fortalecer a atuação judicial e interinstitucional na garantia dos direitos de crianças e adolescentes, por meio de ações de conscientização, capacitação e do aprimoramento dos fluxos de atendimento no âmbito do Sistema de Justiça.

Previsto para o período de 3 a 18 de maio de 2026, o Mês da Infância Protegida contará com uma série de ações concentradas em todo o território nacional, incluindo ainda a realização de mutirões de depoimentos especiais, audiências de instrução, movimentações processuais e a prolação de sentenças relacionadas a crimes contra crianças e adolescentes.

O Comitê Gestor Local da Primeira Infância destacou que a iniciativa está alinhada às diretrizes nacionais de proteção integral e às recomendações do CNJ, reafirmando o compromisso do TJCE com o fortalecimento de políticas públicas judiciais voltadas à Primeira Infância.

O coordenador do CGLPI, desembargador Francisco Jaime Medeiros Neto, ressaltou o esforço coletivo para priorizar processos que envolvem crianças e adolescentes. “Essa prioridade já é absoluta, há uma norma que atribui, inclusive, responsabilidade pela não observância dessa prioridade”, afirmou o magistrado, ao se referir ao artigo 227 da Constituição Federal, que impõe ao Estado, à família e à sociedade o dever de garantir, em primeiro lugar, os direitos do público infantojuvenil, além do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, art. 4º) — diretrizes que, segundo o desembargador, já vem sendo amplamente atendida no âmbito do TJCE.

A reunião também avançou na discussão do Plano de Ações com o novo fluxo relacionado ao programa Entrega Voluntária, que é o ato legal pelo qual uma pessoa gestante ou parturiente manifesta, de forma consciente e protegida o desejo de entregar seu filho ou filha para adoção. O fluxo é fundamental para a atuação alinhada do Judiciário cearense nos casos envolvendo a temática.

Outro ponto de destaque foi o Programa Novos Caminhos, política judiciária instituída pelo CNJ, voltada ao apoio à desinstitucionalização de crianças e adolescentes acolhidos e de jovens egressos das unidades de acolhimento. A iniciativa busca construir oportunidades para uma transição segura e digna à vida adulta, por meio do fortalecimento de redes de apoio formadas pelos Tribunais de Justiça e parceiros locais, com oferta de ações nas áreas de educação, profissionalização, saúde e empregabilidade, assegurando cidadania plena e respeito aos direitos fundamentais desse público.

Ao final do encontro, ficou reforçada a importância da continuidade das reuniões e do monitoramento das ações propostas, de modo a garantir a efetividade das medidas e ampliar o impacto positivo das políticas judiciárias voltadas à infância e juventude no estado do Ceará.

Além do desembargador, também participaram da reunião o juiz titular 12ª Vara de Família e auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Ceará (CGJ-CE), Giancarlo Antoniazzi Achutti; juiz titular da 2ª Vara da Infância e da Juventude e coordenador da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai/TJCE), Raimundo Deusdeth Rodrigues Júnior; o juiz titular da 2ª Vara Cível de Quixadá, Walton Pereira de Souza Paiva; juíza titular da Vara Única da Infância e Juventude da Comarca de Caucaia, Débora Danielle Pinheiro Ximenes; o juiz titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Tauá; Francisco Ireilton Bezerra Freire; juiz titular da Vara Unica da Infancia e Juventude da Comarca de Sobral, Wilson de Alencar Aragão. Também participaram várias servidoras e servidores que trabalham direta ou indiretamente com as referidas temáticas no Judiciário.

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