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Condenado a 25 anos de prisão acusado de latrocínio de tenente da PM ocorrido no Montese

Publicado em: 07-03-2018

O réu Lucas Rafael Ferreira da Silva foi condenado a 25 anos de reclusão por roubo duplamente qualificado (concurso de agentes e uso de armas), receptação e latrocínio do tenente da Polícia Militar, Marcos Paulo Lira Ribeiro. A pena será cumprida em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade. A decisão, da juíza Jacinta Inamar Franco Mota Queiroz, titular da 13ª Vara Criminal, foi assinada no último dia 28.

“A prova oral colhida nos presentes autos não dá margem de dúvidas quanto ao envolvimento do acusado nos crimes de roubo duplamente majorado e roubo qualificado pelo resultado morte no dia 14 de outubro de 2016”, explicou. Sobre o crime de receptação, a magistrada ressaltou que, “compulsando o arcabouço probatório produzido durante a instrução processual, verifica-se incontroverso que o acusado foi flagrado transportando uma motocicleta que fora fruto de um roubo menos de 24 horas antes da abordagem policial que culminou em sua prisão”.

Consta da denúncia (nº 0176420-53.2016.8.06.0001) que uma vítima sofreu o crime de roubo de uma motocicleta, no dia 13 de outubro de 2016, que teria sido cometido por Francisco Evenício da Silva Passos e Lucas. Essa vítima reconheceu Francisco Evenício como um dos autores, mas não chegou a reconhecer Lucas plenamente. No dia seguinte, a dupla foi a uma loja de celulares, na rua Jorge Dumar, no bairro Montese, na Capital, para praticar outro crime de roubo. No local, renderam três pessoas, subtraindo diversos celulares, além de dinheiro e outros equipamentos eletrônicos. Na ocasião, adentrou à loja o tenente Marcos Lira, frequentador do local. Tanto a vendedora quanto uma das clientes gesticularam para que o policial não entrasse, tendo ele entendido, pela sinalização, que estaria ocorrendo um roubo.

Quando o policial tentou sacar a arma para impedir a ação dos criminosos, Francisco Evenício deflagrou disparos em sua direção, atingido-o três vezes (duas na cabeça e uma na escápula direita), tendo uma das balas atravessado o crânio. O policial não resistiu e morreu. Do lado de fora, um soldado da Polícia Militar viu os disparos e os infratores tentando fugir. Ao ser avistado por Francisco Evenício (que já portava a arma do policial vitimado) iniciou-se uma troca de tiros, que resultou na morte deste assaltante e em lesões em Lucas (atingido por três tiros no braço esquerdo). O soldado solicitou reforço a um sargento (que passava pelo local) para perseguir Lucas, que foi localizado e detido. O acusado, em seu interrogatório, confessou a prática dos crimes praticados no dia 14.