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Imagem em que se vê na tela de um notebook um homem e, na lateral da imagem, vários rostos pequenos de pessoas que estavam na reunião online

Justiça cearense discute transformação digital e Direito do Consumidor durante Semana Nacional dos Juizados

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Acompanhando as sucessivas transformações promovidas pelo avanço da tecnologia, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) discutiu, na tarde desta quinta-feira (18/06), os impactos dessas mudanças nas relações de consumo. O assunto foi esmiuçado durante a palestra “Contratos Digitais e seus Reflexos no Direito do Consumidor: Uma análise doutrinária e jurisprudencial”, ministrada no âmbito da III Semana Nacional dos Juizados Especiais.

A apresentação, feita pelo magistrado Magno Gomes de Oliveira, titular da 4ª Unidade do Juizado Especial Cível da Comarca de Fortaleza, abordou as mudanças nas noções de contrato a partir das inovações tecnológicas, sendo permitida atualmente a aquisição de produtos e serviços em poucos segundos no meio online. “Durante séculos, associamos a noção de assinatura à cena de um nome sendo registrado em um documento físico. Hoje, nós temos senhas numéricas, alfanuméricas, biometria, tokens eletrônicos, certificados digitais, códigos e autenticação em dois fatores”, explicou o palestrante.

Apesar das mudanças provocadas na maneira como os contratos são firmados, esses documentos digitais não constituem uma nova categoria, como afirmou o magistrado. “Eles são contratos tradicionais celebrados por meios eletrônicos. Os elementos fundamentais continuam sendo os mesmos. Continua sendo necessária a observância do princípio da boa fé”, destacou o juiz Magno Gomes de Oliveira.

Nesse contexto de mudanças nas relações de consumo provocadas pelo avanço da transformação digital, o magistrado ressaltou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem desempenhado importante função de construção jurisprudencial sobre o tema. “A tecnologia muda, as ferramentas mudam, os modelos de negócio mudam, mas a busca pela proteção da dignidade humana e pela realização da justiça continua sendo a razão de existir do próprio Direito.”

Após a palestra, houve momento para perguntas sobre o tema. Em seguida, às 15h, a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais seguiu com a exposição de boas práticas nos Juizados Especiais.

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