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CNJ lança protocolos que fortalecem promoção dos direitos humanos no Poder Judiciário

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encaminhou aos tribunais brasileiros os novos protocolos elaborados pela Unidade de Monitoramento e Fiscalização das Decisões do Sistema Interamericano de Direitos Humanos (UMF/CNJ). Os textos apresentados são o Protocolo de Atuação das UMFs locais para a Promoção dos Direitos Humanos e o Protocolo para Monitoramento das Decisões do Sistema Interamericano de Direitos Humanos. Ambos foram desenvolvidos no âmbito do mandato conferido à UMF/CNJ pelas Resoluções CNJ nº 364/2021 e nº 544/2024, com a finalidade de fortalecer a atuação das unidades locais e aprimorar o acompanhamento do cumprimento das decisões do Sistema Interamericano de Direitos Humanos (SIDH).

De acordo com o CNJ, o Protocolo de Atuação das UMFs locais adota metodologia centrada nas vítimas, com ênfase na colaboração, coordenação, consulta e gestão da informação. A proposta é fomentar o diálogo interinstitucional e federativo, além de consolidar uma cultura institucional de direitos humanos no âmbito do Poder Judiciário.

Já o Protocolo para Monitoramento das Decisões do SIDH  está estruturado em quatro eixos: o monitoramento das decisões interamericanas; a adoção de protocolos de contingência relacionados às tutelas de urgência; o acompanhamento de casos envolvendo povos indígenas; e a criação de diretrizes para classificação de processos judiciais nas Tabelas Processuais Unificadas (TPUs).

A elaboração dos documentos contou com a participação de 45 tribunais, que encaminharam sugestões, críticas e recomendações por meio de formulário eletrônico desenvolvido especificamente para essa finalidade. As contribuições foram incorporadas às versões finais dos textos.

O lançamento oficial dos protocolos ocorreu em 26 de janeiro de 2026, durante a cerimônia de abertura do Ano Judiciário Interamericano, realizada na sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos, em São José, Costa Rica.

Os protocolos estão disponíveis na página da UMF no Portal do TJCE.