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Foto oficial com presidentes dos Tribunais de Justiça que participaram do evento em Curitiba. Ao fundo, há um painel onde se lê "XXII Consepre", na cor azul.

XXII Consepre encerra encontro com assinatura da Carta de Curitiba

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O XXII Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça Estaduais e Militares do Brasil (Consepre) terminou na sexta-feira (9/10), em Curitiba, com a leitura e a assinatura da Carta de Curitiba, documento que reúne as conclusões aprovadas por unanimidade pelos participantes.

A carta reafirma a importância do fortalecimento do Poder Judiciário e da Justiça Estadual, destaca a cooperação entre os tribunais e apoia iniciativas voltadas à eficiência da prestação jurisdicional. Entre os pontos abordados estão a criação de um modelo nacional de varas especializadas no julgamento de crimes de organização criminosa e conexos, a governança judiciária integrada e o programa Acelera PREV, destinado à redução da litigiosidade previdenciária e assistencial.

 

DIÁLOGO E COOPERAÇÃO

 

Em seu discurso de encerramento, a presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, desembargadora Lidia Maejima, destacou a importância do encontro. “Cada linha da carta carrega a síntese de conversas e experiências. Ela é a evidência concreta das reflexões destes três dias. O jurisdicionado brasileiro sentirá, sem dúvida, o resultado dos nossos debates quando os processos tramitarem de modo mais ágil ou quando o atendimento nos balcões for mais acolhedor”, afirmou.

O presidente do Consepre e do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto, ressaltou a relevância da presença dos ministros dos tribunais superiores no evento e definiu a participação deles como um sinal do diálogo permanente entre os presidentes dos tribunais e as demais cúpulas do Judiciário.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, destacou o papel do Consepre como espaço de compartilhamento de experiências e de construção de soluções para desafios comuns às Cortes brasileiras. “O diálogo entre os Tribunais permite compartilhar práticas, examinar dificuldades comuns e construir soluções que respeitem as particularidades locais.”

O presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, ministro Luiz Felipe Salomão, ressaltou a relevância do Consepre para a elaboração de políticas públicas e para a valorização dos tribunais estaduais e regionais federais. Ele destacou a importância de enfrentar conjuntamente questões relacionadas ao sistema de precedentes e às competências dos tribunais, além de defender a continuidade do diálogo institucional diante dos desafios enfrentados pelo Judiciário. “A participação de cada um dos presidentes dos tribunais é muito importante para a governança do Poder Judiciário”.

Em seu discurso, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Edson Fachin, reafirmou o compromisso com a valorização da magistratura e com o trabalho conjunto entre os tribunais. “Valorizar a magistratura com transparência e sob regras bem-informadas não se trata de defender corporações, trata-se sim de defender a qualidade da jurisdição que a cidadã e o cidadão recebem.”

 

CARTA DE CURITIBA

 

A Carta de Curitiba registra a importância da Justiça Estadual para a garantia dos direitos fundamentais e ressalta a necessidade de condições adequadas para o exercício da atividade jurisdicional. O documento também defende o diálogo permanente com o STF e o CNJ, o fortalecimento dos mecanismos de inteligência e da cooperação entre os tribunais, além do uso estratégico de dados e da inovação tecnológica para enfrentar demandas judiciais. O próximo Consepre será realizado nos dias 9, 10 e 11 no Rio de Janeiro.

A mesa de honra do evento de encerramento foi composta pela presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargadora Lidia Maejima; pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Luiz Edson Fachin; pelo presidente do Consepre e do Tribunal de Justiça do Ceará, desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto; pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, ministro Luiz Felipe Salomão; e pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves.

 

* Com informações do TJPR