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Mês da Sustentabilidade: iniciativa da Corregedoria-Geral da Justiça mobiliza Judiciário cearense para boas práticas de descarte

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Gerar impactos positivos nos âmbitos social e ambiental. Esse é o propósito do Mês da Sustentabilidade, iniciativa promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça do Ceará (CGJCE), do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que reúne ações voltadas à conscientização sobre o meio ambiente e à adoção de práticas sustentáveis.

Em seu segundo ano de realização, a programação foi aberta nesta quarta-feira (03/06) com a palestra “Resíduos Eletrônicos e Logística Reversa na Prática”. O encontro teve como objetivo ampliar a conscientização sobre o descarte adequado de equipamentos e apresentar possibilidades de reaproveitamento desses materiais. 

Durante a abertura, a desembargadora Marlúcia de Araújo Bezerra, corregedora-geral da Justiça do Ceará, ressaltou que a edição de 2026 busca ampliar os resultados obtidos na campanha anterior. “Estamos dando início a mais uma edição dessa campanha que, no ano passado, alcançou resultados muito positivos e temos a expectativa de superar essa marca. A Corregedoria está disposta a propor um conjunto de ações voltadas à promoção de hábitos sustentáveis, ao incentivo ao descarte responsável e à reciclagem, ao fortalecimento de parcerias socioambientais e à construção de uma cultura cada vez mais sustentável na nossa instituição por todos os magistrados, servidores e demais profissionais do Judiciário cearense”, destacou a magistrada. 

A palestra foi conduzida pelo coordenador do Laboratório de Inovação do Poder Judiciário do Ceará (LabLuz), Welkey Costa. Em sua fala, ele destacou a importância do tema para o ambiente institucional.  

“A atual gestão possui cinco eixos de atuação, e um deles é o Meio Ambiente. No LabLuz, identificamos uma lacuna de experimentação nessa área, que precisávamos preencher. Por isso, passamos a desenvolver iniciativas voltadas para essa temática, entre elas os estudos relacionados aos resíduos eletrônicos”, explicou. 

Ao longo da exposição, o servidor também chamou atenção para a responsabilidade individual e coletiva na destinação adequada desses materiais. Segundo ele, muitos equipamentos acabam sendo armazenados e descartados de forma indevida por dificuldade de acesso a pontos de descarte. 

“Nós não sabemos como descartar esses aparelhos antigos, não há um lugar adequado ao nosso redor. Muitas vezes, quando é necessário fazer um esforço para agir corretamente, isso acaba sendo negligenciado, e para descobrirmos como fazer a coisa certa, precisamos enfrentar algumas barreiras o que faz com que o aparelho vá para uma gaveta. Vamos adiando essa decisão e transformando nossas casas em grandes depósitos de lixo eletrônico”, alertou. 

O momento também abordou temas como a obsolescência programada dos aparelhos, as mudanças nos padrões de consumo ao longo do século XXI, a importância do engajamento comunitário e institucional e os desafios decorrentes da falta de informação sobre o descarte correto. 

O potencial de reaproveitamento dos equipamentos eletrônicos foi outro ponto enfatizado pelo palestrante. “O lixo não é o fim da linha, mas o ponto de partida para uma nova cadeia produtiva. Há riscos de contaminação, mas, além disso, dentro desses aparelhos existe uma série de materiais que podem ser recuperados por meio da mineração urbana, gerando emprego e renda. Por isso, deixar equipamentos sem uso guardados é uma forma de poluição ambiental e de atraso social. Devemos ser multiplicadores de boas práticas”, destacou. 

Outro tema apresentado foi o Índice de Desempenho de Sustentabilidade (IDS), métrica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que avalia os tribunais brasileiros em critérios socioambientais, econômicos, de acessibilidade e diversidade. Em 2025, o TJCE alcançou 70% da pontuação possível no indicador. Para ampliar esse desempenho, diversas iniciativas vêm sendo implementadas pela Instituição. 

Esforços conjuntos 

Como parte da programação do Mês da Sustentabilidade, também foram lançadas a campanha de descarte adequado de resíduos eletrônicos e o II Desafio Ambiental da Corregedoria, que incentiva a arrecadação de tampinhas plásticas e lacres metálicos de latas. 

Os pontos de coleta estarão disponíveis no prédio da CGJCE até o dia 3 de julho. Após o encerramento da campanha, os materiais arrecadados serão pesados e destinados a uma instituição beneficente selecionada. 

Também participou do momento a desembargadora Jane Ruth Maia de Queiroga, integrante do Núcleo Socioambiental do TJCE.