“A violência não mora aqui”: campanha do CNJ reúne esforços para o enfrentamento à violência contra a mulher
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- 10-03-2026
Um ambiente de violência nem sempre se revela por meio de agressões físicas. De forma silenciosa, ele se instala em gritos que ferem, palavras que diminuem, em tentativas de controle e em atitudes que semeiam o medo e a insegurança.
Para tornar esses sinais cada vez mais visíveis, facilitando a denúncia, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, integra a campanha “A violência não mora aqui”. Iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ação é voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher e busca ampliar a conscientização sobre o tema.
Mobilização nacional do Poder Judiciário que reúne os tribunais de todo o país, a campanha busca fortalecer a rede de proteção às mulheres em situação de violência, reforçando o papel do sistema de Justiça na prevenção da violência e na responsabilização de agressores.
Ao integrar a ação, o TJCE passa a divulgar, ao longo do mês, conteúdos informativos voltados à orientação de mulheres, de suas redes de apoio e da sociedade em geral. O propósito é ampliar o acesso a informações confiáveis e acessíveis e contribuir para a construção de uma cultura de respeito e proteção à vida do público feminino.
A mobilização também dialoga com os esforços institucionais do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, firmado entre os três Poderes em fevereiro deste ano, o que reforça a importância da atuação conjunta e do compromisso coletivo no enfrentamento da violência contra a mulher.
RECONHECER É O PRIMEIRO PASSO
Na primeira semana da mobilização, a campanha destaca a mensagem de que identificar os tipos de violência nem sempre é simples, por isso, “Reconhecer é o primeiro passo”.
Situações de controle, intimidação, humilhação ou agressões de natureza psicológica podem ser naturalizadas ou interpretadas como episódios isolados, o que muitas vezes dificulta a busca por ajuda. Dessa forma, contribuindo com esse processo de identificação, confira a seguir as formas mais comuns de violência contra as mulheres:




