Esmec participa do 63º Encontro do Colégio de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura em Minas Gerais

Esmec participa do 63º Encontro do Colégio de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura em Minas Gerais

A Diretoria da Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec) participou do 63º Encontro do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais de Magistratura (Copedem), que terminou, nesta sexta-feira (24/04), no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Belo Horizonte. Promovido pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF), o evento reuniu gestores de 28 escolas judiciais do país durante dois dias para debater inovação, governança e gestão documental.

Em uma das palestras, realizada nessa quinta-feira (23), o professor Bruno Torquato Zampier Lacerda, da PUC Minas, abordou “O ensino jurídico em tempos de IA”. Ele falou sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) no Judiciário e disse que 93,3% das(os) juízas(es) e 90% das(os) servidoras(es) têm interesse em receber capacitações sobre o uso da tecnologia.

“Treinamentos sobre letramento e questões éticas envolvendo a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial já fazem parte do nosso calendário, o que confirma o alinhamento da Esmec com a inovação e o aperfeiçoamento permanente”, ressaltou a diretora da Escola Superior da Magistratura do Ceará, desembargadora Joriza Magalhães Pinheiro.

A capacitação mais recente, sobre o uso responsável e prático do Sistema de Análise e Resumo de Ações (Sara) no TJCE, ocorreu de 14 a 23 de abril e foi conduzida pela juíza Ana Carolina Montenegro Cavalcanti, cogestora de projetos de IA no Judiciário cearense.

A desembargadora também salientou a importância da participação no 63º Encontro do Copedem. “É fundamental para nos apropriamos das exitosas práticas de outras escolas judiciais, com possibilidade de aproveitamento dessas experiências no Ceará”, acrescentou.

Também participou do Encontro a coordenadora da Esmec, juíza Ana Paula Feitosa.

CARTA DE BELO HORIZONTE

No início da tarde desta sexta-feira, durante o encerramento da programação, houve a leitura da Carta de Belo Horizonte.

No documento, as escolas judiciais se comprometeram a assumir o protagonismo na formação e no aperfeiçoamento de magistradas(os) e servidoras(es) para o uso ético, responsável e eficiente da IA Generativa nas atividades fim e meio.

A Carta reforçou a necessidade de fortalecer o papel das escolas judiciais na formação de formadoras(es), utilizando metodologias ativas conjugadas com ferramentas de inteligência artificial apropriadas para a pesquisa acadêmica. Outro ponto abordado foi a consolidação de um modelo de gestão que integre o planejamento pedagógico, por meio do Plano de Desenvolvimento Anual (PDA), aos fluxos operacionais e à sustentação orçamentária.

Além disso, a Carta deliberou pela criação de laboratórios de gestão documental e o fortalecimento de canais de comunicação acadêmica que consolidem o conhecimento produzido. O equilíbrio do rigor técnico com o desenvolvimento de competências humanísticas foi mais um compromisso assumido pelas escolas judiciais.

Com relação à pesquisa e pós-graduação em rede, a Carta recomendou a consolidação de programas de pós-graduação stricto e lato sensu por meio de modelos associativos, em rede.