643 pretendentes à adoção são capacitados pela Justiça cearense em 2025
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- 15-12-2025
O Judiciário cearense capacitou 643 pretendentes à adoção em 2025, sendo 385 no Interior, por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Tribunal de Justiça do Ceará (Cejai/TJCE) e 258 na Capital, pelo Setor de Cadastro de Adotantes e Adotandos. Somente nesta sexta-feira (12/12), 32 pessoas participaram do sexto e último Curso Preparatório para Pretendentes à Adoção promovido este ano pela Comarca de Fortaleza, que ocorreu na Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec).
A fisioterapeuta Veridiana Camurça foi uma das participantes da capacitação, que é pré-requisito para quem pretende adotar. “É uma espera dolorosa, mas, ao mesmo tempo, sei que tenho que me preparar, tenho que estar pronta e segura para quando esse momento chegar. O meu sonho é um dia ter esse ser no meu colo e abraçar, beijar muito”, revelou.
Esse sonho de ter um filho já foi concretizado pelos empresários Francisco Ribeiro e Gladson Dourado, que há seis meses são pais de Adryan, atualmente com seis anos. O casal tirou dúvidas e compartilhou a experiência da paternidade com outras(os) pretendentes.
“O início de um novo ciclo, o amadurecimento da gente enquanto pessoa, principalmente, e a questão da paternidade, mesmo vindo aí com os seus desafios, é uma das coisas mais gostosas que a gente tá vivendo neste ano de 2025”, afirmou Gladson Dourado. “Sem dúvida nenhuma é aquele grande amor que você vai construindo, que vale a pena cada dia e cada momento”, acrescentou Francisco Ribeiro.
E os pais de Adryan têm feito de tudo para que ele possa vivenciar todas as fases da infância e da adolescência. “A gente estima muito que o Adryan cada vez mais evolua enquanto criança, que ele consiga se vincular ainda mais a cada dia, que as coisas boas se multipliquem, com todos os momentos vividos muito bem construídos, e que ele chegue lá na frente, na fase adulta, muito orgulhoso de ter dois pais que se dedicaram tanto por ele”, ressaltou Gladson. “Que ele seja um ser humano seguro e que a nossa família seja um trilho para ele construir e chegar nos seus grandes sonhos”, desejou Francisco.
Além da troca de experiências com famílias que integram grupos de apoio à adoção, como Rede Adotiva e Acalanto, a capacitação proporciona orientação psicossocial e jurídica, aprofundando discussões sobre temas como destituição do poder familiar, acolhimento institucional, perfis de crianças e adolescentes em situação de acolhimento, etapas do processo de habilitação e o procedimento da entrega legal.
“O Curso Preparatório para Pretendentes à Adoção, além de complementar a lei, de fazer parte do processo de habilitação, visa preparar esses pretendentes para que eles aprendam e compreendam como funciona esse ambiente da ação que estão iniciando. Adoção é ter o filho, e esse filho é para sempre. A gente quer que a pessoa esteja muito segura dessa escolha”, explicou a chefe da Seção de Cadastro de Adotantes e Adotandos da Comarca de Fortaleza, Débora Melo.
Depois do curso preparatório, as pessoas vão passar por entrevistas com psicólogas(os) e assistentes sociais, bem como receber visita domiciliar, até que seja deferido ou não o pedido de habilitação. Em caso positivo, é realizada a inserção no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).
DADOS DO ESTADO
No Interior, os cursos são promovidos pela Cejai, com oito capacitações realizadas entre março e novembro deste ano, contemplando 96 comarcas das 14 Zonas Judiciárias. Entre as(os) 385 pretendentes capacitadas(os), 184 concluíram a formação no primeiro semestre e 201 no segundo semestre.
No Ceará, até essa quinta-feira (11/12), o SNA contabilizou 121 crianças e adolescentes em situação de acolhimento aptas(os) a serem adotadas(os), das(os) quais 47 estão em processo de vinculação, ou seja, já recebendo visitas da futura família. Outras 72 crianças e adolescentes estão em guarda junto aos adotantes, com processo de adoção em andamento. Ao todo, 82 adoções foram realizadas no Estado em 2025.
SAIBA MAIS
Para tornar-se pretendente, é necessário apresentar toda a documentação solicitada no Fórum da cidade onde se reside. Em seguida, os autos são encaminhados ao Ministério Público. Durante o procedimento, as(os) interessadas(os) deverão participar de todas as etapas do curso psicossocial e jurídico. Uma vez confirmada a presença na preparação, as(os) pretendentes passarão por avaliações por meio de entrevistas e visitas.
Diante de um parecer favorável do Ministério Público acerca do relatório psicossocial, o caso é enviado para avaliação de uma juíza ou um juiz. Tendo o pedido deferido, as(os) requerentes entram na fila para ingressar no SNA, devendo aguardar a vinculação à criança ou adolescente que apresente o perfil indicado previamente. Para saber mais clique AQUI.



