Cejusc Fortaleza promove Oficina de valorização e troca de experiências para avós com demandas processuais
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- 05-03-2026
O Poder Judiciário cearense, por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Fortaleza, realizou, nesta quinta-feira (05/03), no Fórum Clóvis Beviláqua (FCB), a Oficina de Valorização 60+ voltada ao reconhecimento e fortalecimento do papel dos avós nas dinâmicas familiares contemporâneas. O objetivo foi promover troca de experiências e enfatizar a importância dos avós como referência afetiva, educativa e, em muitos casos, cuidadora dentro das famílias.
A Oficina das Ações Avoengas constitui um dos braços da Oficina de Valorização 60+, integrando-se às suas iniciativas voltadas à proteção, orientação e fortalecimento dos direitos da pessoa idosa, para além da temática da curatela, que trata dos aspectos jurídicos e sociais relacionados ao cuidado e à garantia da dignidade e autonomia da pessoa idosa, promovendo informação, conscientização e apoio às famílias.
Participaram da ação oito avós com demandas processuais em casos que envolvem solicitações para a obtenção de guarda, pensão e convivência com os netos. “Os avós frequentemente se tornam um ponto de estabilidade para os netos quando a família enfrenta momentos difíceis. A oficina busca reconhecer essa importância, oferecendo um espaço de acolhimento, orientação e fortalecimento desses vínculos, que são fundamentais para a proteção das crianças e para a harmonia familiar”, explica a psicóloga do Cejusc Fortaleza, Mônica Sant’Ana Mantini.
Para ela, reconhecer e valorizar o papel desempenhado pelos avós durante as oficinas fortalece de maneira significativa toda a rede de cuidado que envolve a infância, uma vez que os avós frequentemente assumem funções afetivas, educativas e, em muitos casos, de suporte direto no dia a dia das crianças. “Ao valorizar o papel dos avós, também fortalecemos a rede de cuidado que sustenta a infância e contribui para famílias mais protegidas e equilibradas”, reforça.
Ao longo da tarde, os participantes tiveram a oportunidade de vivenciar um espaço de escuta acolhedora, no qual puderam compartilhar relatos e trocar experiências sobre suas realidades familiares. Nesse ambiente, refletiram e aprenderam sobre temas relevantes, como alienação parental, guarda compartilhada e conflitos no contexto familiar. Todo esse processo buscou oferecer preparação emocional e informacional para as audiências e para o enfrentamento das etapas seguintes dos processos, permitindo que cada um avançasse de forma mais tranquila e consciente.
A motorista Antônia*, de 51 anos, avó de três crianças, participou da oficina buscando conhecimento e apoio da Justiça para garantir o bem-estar de seus netos, que há três anos não convivem com ela. “Eu gostaria de, nesta Oficina, aprender mais sobre os meus direitos e os meus deveres. Quanto aos meus netos, eu acabei de saber que eles têm o direito de ter o convívio comigo. E isso para mim é muito importante. E o mais importante ainda é saber que eu não estou sozinha, que eu tenho o apoio da Justiça”, conta.
A participação nas oficinas pode ser indicada por magistradas(os), advogadas(os), mediadoras(es) ou outros profissionais que acompanham as demandas familiares. As pessoas interessadas em participar também podem buscar o serviço diretamente, entrando em contato pelo telefone (85) 3108-2143 ou pelos e-mails oficinadepaisefilhos@tjce.jus.br e oficinacejusc60mais@tjce.jus.br.
*Nome fictício para preservar a identidade da participante



