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Servidora que já atuava em TeleTrabalho ganhou novos desafios na pandemia

Publicado em: 25-05-2020

Com mais de três décadas de serviço público, Gemma Timbó descreve as atuais funções e assegura que a vida pessoal e profissional teve mudanças significativas para melhor. Acompanhe na reportagem da Série ”Meu Trabalho em Casa”

Mudar e encarar os novos desafios têm feito parte da história da servidora Gemma Timbó, que já atuava em trabalho remoto desde outubro de 2019. Isso porque o TeleTrabalho foi um projeto do Tribunal, implantado para voluntários, antes mesmo da grave crise na saúde pública exigir o home office obrigatório, a partir de 23 de março deste ano.

“O nosso setor, antes da pandemia, era responsável pelas pesquisas de alvarás de soltura, localização de presos para audiências, intimações e todos os atos relacionados a réus presos. Com a pandemia, estamos responsáveis pelo malote digital. Nossas atividades são as leituras e os envios de ofícios e cartas precatórias em quatro áreas: Cível, Família, Crime e Fazenda Pública”, conta a servidora, que já possui mais de três décadas de dedicação ao Judiciário.

A data era 6 de junho de 1986. Naquele dia, a pedagoga Gemma Timbó assumia como escrevente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), após aprovação em concurso. Hoje, passados quase 34 anos, ela ocupa o cargo de técnico judiciário, integrando a Secretaria Judiciária de 1º Grau (Varas) e o Comitê de Gestão de Pessoas do TJCE.

Ao longo da carreira, acompanhou as principais transformações e inovações na Justiça cearense. Da máquina de datilografia ao computador, dos enormes livros escritos à mão ao processo digital, do sistema de informática Telnet (implantado em 1993) às reuniões remotas. “Vivi todas as mudanças implantadas no Tribunal de Justiça, incluindo também o Código de Organização Judiciária, em 1994, e a instalação do novo prédio do Fórum Clóvis Beviláqua na avenida Washington Soares, em 1997.”

Sempre mudando de ambiente de trabalho e de atividades, ela também é dinâmica nas funções. Ao longo da carreira, desempenhou os cargos de assistente de juiz, chefe do Centro de Treinamento Integrado e diretora do Departamento de Atividades Administrativas do Fórum Clóvis Beviláqua. “Desde 2013 não assumo funções gratificadas, já me planejando para a aposentadoria. Mas aí veio a implantação do TeleTrabalho. Trabalhar em casa para mim foi uma mudança na qualidade de vida pessoal, familiar e profissional.”

Atualmente, a servidora divide as manhãs entre os cuidados com o neto Mateus, de sete anos, e a casa. Ela é mãe de dois filhos: Rômulo, que é médico e está no enfretamento da Covid-19, e Mariana, pedagoga e funcionária da área administrativa de posto de saúde.

Gemma acredita que o maior bem de uma instituição são as pessoas e que é preciso cuidar de si e do próximo. “Ainda consigo manter minhas aulas de yoga remotamente, o que me ajuda a manter o equilíbrio físico e mental”.

Sobre a atuação, Gemma se declara apaixonada pelo que faz e grata ao Tribunal. “O resultado do meu trabalho é a realização dos sonhos para os jurisdicionados [cidadãos]. O Tribunal me deu a oportunidade de oferecer aos meus filhos educação de qualidade e, por último, ao meu neto, que foi aluno da Creche do TJCE.”

Fique por dentro de outros exemplos mostrados na Série “Meu Trabalho em Casa”.