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Procurador acusado de matar delegado Cid Peixoto está sendo julgado pelo Tribunal do Júri de Eusébio

Procurador acusado de matar delegado Cid Peixoto está sendo julgado pelo Tribunal do Júri de Eusébio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza, está julgando o procurador de Justiça aposentado, Ernandes Lopes Pereira, acusado de matar com um tiro na cabeça, o delegado Cid Peixoto do Amaral Júnior. A sessão, que teve início às 10h15 desta quinta-feira (26/10), está prevista para ser concluída às 22h. O juiz Henrique Botelho Romcy, titular da 1ª Vara de Eusébio, está presidindo o julgamento, que acontece na Câmara Municipal.
Até o momento, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação, entre elas o irmão da vítima, desembargador Jucid Peixoto do Amaral. Ainda falta serem ouvidas mais duas testemunhas de defesa. Após a oitiva, o réu será interrogado. Em seguida, começam os debates entre a acusação e a defesa. Cada um terá 1h30 para suas argumentações.
A acusação está a cargo dos promotores de Justiça Élio Ferraz Souto Júnior e Francisco Lucídio de Queiroz Júnior, e dos assistentes de acusação, os advogados Paulo Napoleão Gonçalves Quezado e João Marcelo Pedrosa. Já a defesa, que alega que o tiro foi disparado acidentalmente, está por conta dos advogados Marcela Rivanda Coelho Pereira, Américo Lind da Silva Leal e Maurício Silva Pereira.
Ao fim dos debates, a sala será esvaziada para os jurados, num total de sete, que votarão a favor ou contra o réu. Logo após, o juiz irá proferir o resultado. Se ele for condenado, será feita a dosimetria da pena (fixado o número de anos que ficará preso). Se for inocentado, o magistrado mencionará a sentença absolutória.
O CASO
Consta na denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) que o crime ocorreu no dia 13 de agosto de 2008, dentro da residência do procurador, localizada na Lagoa da Precabura, no Eusébio. Também estavam no local a mãe do delegado, as esposas e funcionários de Ernandes.
Ainda conforme o MPCE, naquela tarde, o procurador foi pegar a mãe de Cid Peixoto para conhecer sua mansão. Ele também havia convidado o delegado e o seu irmão, desembargador Jucid para visitá-lo. Poucas horas depois, Cid chegou com a esposa ao local. Os dois, que eram amigos de infância, se distanciaram para conversar. Minutos depois, Ernandes teria disparado um tiro que atingiu a cabeça da vítima, que morreu na hora. A polícia foi acionada e o procurador preso em flagrante. Em depoimento, ele confessou a autoria do crime, mas alegou acidente.
Ernandes foi levado para o Quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar, em Fortaleza, onde permaneceu preso por pouco mais de um ano. Em dezembro de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu habeas corpus para o acusado, permitindo que respondesse ao processo em liberdade.