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Palestra da Esmec na Comarca do Crato destaca a justiça sob a perspectiva indígena

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A Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará (Esmec) proporcionou uma sexta-feira (06/02) diferente para magistradas(os) e servidoras(es) da região do Cariri. Quem esteve no Fórum da Comarca do Crato pode conhecer um pouco mais sobre saberes indígenas, colonização, Emergência Climáticas e as relações temáticas com Judiciário e Justiça Restaurativa.

A palestra “Povos indígenas: o que eles podem nos ensinar sobre Justiça?”, foi proferida pelo servidor José Marcelo Maia Nogueira e pela professora Vanda Cariri, que refletiram sobre o significado de ser indígena, abordando ainda temas relacionados a modos de vida indígenas e suas perspectivas sobre justiça em relação ao cuidado com a natureza e à sociedade como um todo. “Povos indígenas guardam conhecimentos ancestrais de integração com a natureza que se mostram indispensáveis aos desafios que a emergência climática traz ao Judiciário e à prática da Justiça”, pontuou Marcelo.

 

PARTICIPAÇÃO DO POVO INDÍGENA CARIRI

 

Tornando o momento ainda mais enriquecedor, esteve presente, também na condução da palestra, Vanda Cariri, indígena, artista e educadora que, há mais de 30 anos, atua na preservação da cultura Cariri.

 

Imagem com várias mulheres e homens que posaram para foto
Participantes também refletiram sobre a Justiça Restaurativa, que tem origem indígena

 

Marcelo é doutor em Administração pela FGV-SP e Vanda é doutora em Geografia pela Universidade Estadual de São Paulo. Ambos pesquisam temáticas indígenas.

O debate abordou a presença indígena no Brasil e os impactos da colonização até os dias atuais. Também foram discutidos os desafios territoriais à expansão do agronegócio e à pressão sobre áreas de preservação, além de explorados os impactos do capitalismo e do crescimento econômico, destacando que a separação entre humano e natureza precisa ser superada.

Por fim, a palestra ainda refletiu sobre a Justiça Restaurativa, que tem origem indígena, e como pode o Judiciário lidar dos conflitos sociais gerados pelas mudanças climáticas, novas formas de organização social, considerando sempre o Judiciário como parte inseparável da sociedade.

“Foi uma tarde enriquecedora, marcada pelas contribuições dos palestrantes Marcelo Maia e Vanda Cariri. Tivemos a valiosa oportunidade de aprofundar nosso conhecimento sobre os povos originários, com um olhar especial para a cultura Cariri. Ficou evidente a força e a resistência dessa cultura, que permanecem vivas entre nós apesar das históricas tentativas de silenciamento. Os povos indígenas têm muito a nos ensinar, não apenas sobre modos de vida, mas também sobre o Direito sob a perspectiva da Justiça Restaurativa”, destacou o juiz coordenador do Polo da Esmec no Crato, Leonardo Afonso Franco de Freitas.

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