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TJCE assina ordem de serviço para expandir geração de energia por painéis solares

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Com foco na ampliação da política de sustentabilidade ambiental, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) assinou, nesta quarta-feira (07/01), a ordem de serviço para expandir a geração de energia por painéis solares. Com previsão de conclusão em seis meses, o projeto contemplará oito Comarcas: Araripe, Beberibe, Jaguaribe, Marco, Acopiara, Jucás, Jardim e Milagres. E a previsão é de que outras 14 unidades judiciárias do Interior recebam os créditos excedentes desses geradores.

“A implementação de painéis fotovoltaicos vai além da economia operacional. Ela representa uma ação concreta contra as mudanças climáticas, convertendo a luz solar — um recurso inesgotável e gratuito — em eletricidade sem gerar resíduos poluentes ou ruídos. Ao investir na ampliação desse sistema, as instituições protegem o ecossistema local e contribuem para a preservação de recursos hídricos, hoje sob constante pressão”, destacou a diretora de Infraestrutura do TJCE, Anita Maria da Silva.

Serão investidos R$ 1.137.225,00 na ação de inovação, economia e consciência ecológica. A iniciativa integra a Estratégia de Transformação Digital do TJCE e está sendo viabilizada por meio de recursos do Programa de Modernização do Judiciário Cearense (Promojud), que contempla uma série de investimentos voltados ao fortalecimento da infraestrutura e à melhoria da prestação jurisdicional.

SAIBA MAIS

 

Atualmente, o Judiciário cearense opera com energia limpa nos Fóruns de Russas e Itapajé. Desde fevereiro de 2020, essas unidades vêm gerando energia suficiente para suprir integralmente suas demandas de consumo, além de contribuir parcialmente para o abastecimento energético de outras comarcas, como Aracati, Jaguaruana, Pentecoste, Umirim e Amontada.

As placas solares instaladas nas unidades de Russas e Itapajé geraram 1.499.000 kWh de energia limpa até dezembro de 2025. Além de reduzir custos, a instalação desses sistemas evitou a emissão de 74,95 toneladas de dióxido de carbono (CO₂), o que equivale ao plantio de 3.568 árvores adultas, marcando um passo importante na transição energética global rumo a um futuro mais sustentável.

A medida faz parte do Plano de Descarbonização do TJCE, que visa alcançar a neutralidade de emissão de carbono até 2030. Também está em conformidade com a Resolução nº 594/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu o Programa Justiça Carbono Zero, e alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Agenda2030 Promojud