Médico acusado da prática de aborto tem prisão revogada
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- 25-01-2011
25.01.2011 polícia
A prisão preventiva do médico Dionísio Broxado Lapa Filho e de mais quatro funcionários de sua clínica de aborto, identificados como Adriana Fernandes Vieira, Ricardo Henrique de Lima Demétrio, Antônia Deuzanira Mota Ferreira e Francisco José de Lima, foi revogada pela juíza Danielle Pontes de Arruda Pinheiro, titular da 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. Presos desde o dia 10 de novembro do ano passado, o ex-prefeito de Maracanaú e os indiciados, são acusados da prática de aborto.
Conforme a denúncia do Ministério Público, os abortos eram realizados pelo médico Dionísio Lapa, em sua clínica de ginecologia e obstetrícia, no bairro de Fátima, em Fortaleza. Mesmo inicialmente tendo decidido pela prisão preventiva dos acusados, a juíza argumentou que, no momento, não havia mais motivos que sustentassem a manutenção da prisão. ?À época, entendi que a prisão preventiva seria inevitável para a conclusão das investigações e ainda pelos autos que revelam indícios de autoria dos crimes?, esclareceu a juíza.
OBJETOS APREENDIDOS
Danielle Pontes afirmou que a manutenção da prisão não deve acontecer porque os objetos e equipamentos utilizados na suposta prática abortiva já foram apreendidos na clínica e no hospital, locais onde estariam ocorrendo a prática criminosa. Além disso, o fato de os acusados serem primários, terem profissão definida e endereço fixo contribuem para a concessão de liberdade.
Os acusados continuam respondendo ao processo por prática de aborto e formação de quadrilha.