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Projeto “Arte para Transformar” incluirá música e empreendedorismo em 2026 e ampliará ações para Interior do Estado

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Com foco no fortalecimento de políticas de prevenção à violência contra a mulher através da educação e da cultura, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher, realizou nesta segunda-feira (23/02), a primeira reunião para definir as ações do projeto “Arte para Transformar: Cada Traço, um Ato de Respeito às Mulheres” que serão desenvolvidas ao longo de 2026. O encontro ocorreu na sede do Poder Judiciário estadual e reuniu representantes das instituições parceiras envolvidas na iniciativa.

Durante a reunião, foram discutidas propostas para a ampliação do alcance do projeto a partir de novas parcerias e modalidades de atividades desenvolvidas. A proposta para este ano é manter a abordagem interdisciplinar, integrando literatura, artes visuais e debates orientados sobre temas como sociedade patriarcal, estereótipos de gênero, violência doméstica e feminicídio, acrescentando a música e o empreendedorismo como duas novas frentes de atuação.

A presidente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJCE, desembargadora Vanja Fontenele Pontes, destacou os impactos do projeto em 2025, que envolveu estudantes do Ensino Médio da rede estadual de ensino. “Queria mostrar aqui o êxito de 2025. Vemos o orgulho dos jovens que conseguiram os primeiros lugares nas categorias no ano passado. Precisamos estimular isso neste projeto que estamos construindo, e agora com mais parceiros. Então, eu tenho certeza de que 2026 vai ser melhor do que foi 2025, que já foi muito bom”, adiantou a magistrada, ao exibir a foto da premiação ocorrida no dia 6 de fevereiro.

Em 2025, a iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) e contou com o apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), além de profissionais da área de educação e cultura.

O professor e representante da Seduc, Frankelmo de Matos, externou a satisfação de participar de mais uma edição do projeto, contribuindo para a formação dos estudantes. “Estamos honrados em mais uma vez participar com o TJ e outras instituições para que haja uma consciência, haja uma mudança com relação à valorização da mulher. Acredito que é por meio da arte, da educação que a gente pode mudar o mundo”, disse.

 

MAIOR ALCANCE EM 2026

 

Um dos destaques apresentados para este ano é o eixo empreendedorismo, que visa trazer para o ambiente escolar o incentivo ao empreendedorismo feminino. A iniciativa será desenvolvida em parceria com a UFC e a organização sem fins lucrativos “Somos Um”, que foca no desenvolvimento de mulheres da periferia por meio do empreendedorismo.

 

Várias mulheres e homens, perfilhadas(os), sorrindo para foto, no hall do tribunal
Neste ano o projeto vai abranger também estudantes do Interior, por meio de parceria da Fiec, além da rede estadual de ensino

 

Para a coordenadora de Estágios da UFC, Maria Ozilea Bezerra Menezes, o projeto vai além da formação profissional ao estimular as oficinas formativas. “Esse projeto é extremamente importante porque traz para os estudantes da UFC não apenas a oportunidade de realizar o aprendizado na prática, mas também a cidadania. Neste ano de 2026, a UFC continuará trabalhando no eixo de temática do combate à violência à mulher, mas também no empreendedorismo feminino, porque acreditamos que o empreendedorismo feminino, ele também é uma oportunidade para que a mulher adquira o seu respeito através da sua independência econômica”, explicou.

A gestora de programas da “Somos Um”, Nathalia Milhome, reiterou a importância do novo eixo do projeto. “Nós acreditamos que esse tema pode despertar esses potenciais e que as mulheres e também os jovens possam acreditar que há uma nova perspectiva, uma nova forma de empreender também, pensando em transformar a sociedade por meio de soluções inovadoras que resolvem problemas nas suas próprias comunidades”, ressaltou.

Para esta edição, o projeto visa alcançar também estudantes do Interior do Estado, contando com a parceria da Fiec, que possui sete escolas Sesi Senai espalhadas pelo Ceará, além da rede estadual de ensino.”Estamos unindo forças para realmente combater toda essa violência contra a mulher, e que esta segunda edição seja muito efetiva”, afirmou o gerente de operações do Sesi Senai e representante da Fiec, Walaci Fialho.

As experiências anteriores serviram de base para a construção de novas ações, com foco no fortalecimento da formação cidadã e no protagonismo juvenil. O objetivo é consolidar o projeto como uma estratégia de prevenção, ao estimular reflexões críticas entre jovens sobre respeito, direitos das mulheres e relações livres de violência, conforme o eixo “Combate à violência doméstica e familiar contra a mulher”, da gestão do TJCE.

Estiveram presentes na reunião a desembargadora membra da Coordenadoria Estadual da Mulher, Silvia Soares de Sá Nóbrega, a juíza titular do 2º Juizado Auxiliar dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza, Juliana Porto Sales, além de profissionais da área de educação e cultura e servidoras e servidores da Coordenadoria da Mulher do TJCE.

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