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Juíza defende ação conjunta de órgãos públicos para conscientizar população sobre combate à violência doméstica

Relacionamentos abusivos podem e devem ser superados. Para isso, é necessário apoio às vítimas, educação, divulgação de informações com a sociedade, instituições e instrumentos legais. Para falar sobre o assunto, a juíza Rosa Mendonça, titular do 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza, proferiu palestra virtual, na noite dessa terça-feira (15/06), a alunos, professores e gestores da Escola Indígena Tapeba Capoeira.

O evento faz parte do Projeto Espaço de Reflexão, iniciativa da Secretaria de Educação do Estado do Ceará. Durante o encontro, que teve participação ativa do público, a magistrada abordou mitos e formas de violência comuns aos relacionamentos abusivos, apontando caminhos para o rompimento dessa “chaga social”. Outra preocupação durante a palestra foi a contextualização de abusos e discriminações contra mulheres em tempos de pandemia.

Para a juíza Rosa Mendonça, a atuação conjunta da Justiça com a Educação é fundamental para trabalhar a conscientização do público, especialmente estudantes. “Momentos como esses, de levar conhecimento e oportunizar partilhas de histórias e superação de violência contra a mulher são de extrema relevância”, avaliou a magistrada. “Grandes frutos temos colhidos com a parceria entre o Juizado da Mulher e as escolas indígenas”, frisou a professora da Crede 1, Eliane Mendonça.

A palestra de abertura foi realizada no último dia 11 de junho, pela assistente social do Juizado, Jordeanne Guedes, oportunidade em que explanou sobre “Violência contra a mulher e empoderamento – Uma conversa musical”, em iniciativa voltada para estudantes da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Carneiro de Mendonça.

PROGRAMAÇÃO

O Projeto Espaço de Reflexão começou no último dia 11 de junho. Diversos encontros com estudantes da escola pública, incluindo Escolas Indígenas (EI), foram promovidos para estimular o senso crítico dos estudantes e profissionais da educação sobre temas relacionados aos Direitos Humanos e à diversidade.

Nesta quarta-feira (16), às 14h, a psicóloga Inês Reis dará enfoque ao tema “O que é violência de gênero”, para comunidade dos Índios Tapeba. Já às 19h, a coordenadora da Central de Monitoramento de Medidas Protetivas, Aline Menezes, falará sobre “O Brasil antes da Lei Maria da Penha” para o Centro de Educação Integrada (CEI) José Alderi Pedrosa Siqueira.

A programação terminará nesta quinta-feira (17), com duas palestras. Às 14h, a analista judiciária Juliana Gurgel abordará o tema “Tipos de violência” com a EI Ita Ara. E no encerramento, às 19h, a técnica judiciária Fernanda Carvalho discorrerá sobre o tema sobre “Lei Maria da Penha: como ela pode me ajudar?” com a Escola Indígena Kanidé.