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Coral do Tribunal de Justiça se mantém ativo mesmo com isolamento social

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O Coral do Tribunal de Justiça do Ceará estabeleceu uma nova rotina de ensaios e aulas e continua ativo, mesmo com o afastamento entre seus integrantes devido ao isolamento social. Manter a unidade do grupo é um dos principais motivos. Conforme a regente Domizia Sabina de Almeida, cada coralista desempenha um papel de importância individual, mas é necessária a soma de todos para formar essa unicidade.

Segundo o preparador vocal Glairton Moraes Santiago, “é preciso que o grupo tenha desenvolvido uma coesão nos relacionamentos, na técnica vocal, bem como na musicalidade em geral. Tudo isso requer uma rotina de trabalho, com orientações específicas e que precisam de uma constante manutenção pois se trata de aprendizado e desenvolvimento contínuo”.

Para manter as aulas e os ensaios à distância, houve um planejamento e elaboração de conteúdos para os coralistas se exercitarem em casa. No caso do desenvolvimento técnico, eles têm acesso a videoaulas em plataformas online. Já para o aprendizado ou a manutenção do repertório, são fornecidos playbacks para ensaio e aperfeiçoamento de performance. O Coral tem um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp, onde cada um compartilha suas experiências.

“Achei um desafio muito grande”, disse a coordenadora de Gestão de Serviço da Secretaria de Tecnologia da Informação (Setin), Stela Carmen, que é contralto. Ela concorda com a continuidade das aulas. “Aprendendo sempre a memorizar as letras, fato importante; saber respirar melhor, como dizem, respiração coral e o ritmo são fundamentais”, completa.

A regente Domizia lembra que um dos principais impactos nesse momento de isolamento é o emocional. A mudança repentina na rotina requer, consequentemente, uma adaptação rápida que pode gerar ou intensificar os níveis de ansiedade e estresse. Para ela, a música exerce grande importância, pois contribui para a qualidade de vida tanto de quem produz como para quem consome. “Proporciona bem estar, também pode direcionar o foco das pessoas para algo prazeroso e, no caso do Coral, para uma produção estética”, explica.

A cultura está presente em nosso dia-a-dia independentemente da pandemia. Em um momento tão triste e confuso como esse, a arte, em suas diferentes linguagens, funciona como um catalisador de nossas angústias e remédio da alma. “A arte e a cultura em geral têm ganhado destaque como fator de significação ou ressignificação da vida”, conclui a regente do Coral.

HISTÓRICO DO CORAL
Criado em 19 de setembro de 1995, na Presidência do desembargador José Ari Cisne, o Coral do Tribunal de Justiça do Ceará é resultado do esforço do Grupo de Trabalho do Memorial (GTM) que, enquanto enfrentava o desafio de reconstruir a História do Judiciário Cearense, preocupou-se em desenvolver atividades de interação social e cultural dentro do próprio Tribunal.

O Coral continuou com o crescimento profissional e como resultado do apoio recebido na gestão seguinte, do desembargador José Maria de Melo, recebeu uma sala equipada para realização de seus ensaios.

Na Presidência do desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido, foi regulamentado pela Portaria nº 407/2013, datada 25 de abril de 2013.

Em 26 de dezembro de 2016, na gestão da desembargadora Maria Iracema Martins do Vale, foi criada a Associação Cultural dos Coristas do Tribunal de Justiça do Ceará.

Na gestão do desembargador Francisco Gladyson Pontes, foi reformada uma nova sala para o Coral, com piano elétrico e toda a estrutura necessária para que os ensaios ocorressem.

A gestão atual, do desembargador Washington Luis Bezerra de Araújo, deu continuidade aos investimentos iniciados na gestão anterior para que permaneça com a realização de seu trabalho.

O Coral é coordenado pela Assessoria de Cerimonial do TJCE, sob chefia de Silvio Paiva, e formado por servidores, realizando dois ensaios semanais e, sempre que necessário, ensaios extras.

Participa dos eventos culturais e solenidades do Poder Judiciário e atende a convites para apresentações culturais dentro da cidade de Fortaleza.

O grupo já realizou a gravação de dois CD’s desde a sua criação.

INTEGRANTES
São 24 componentes: Ana Matos Freitas (coordenadora), Enai de Sousa Torres, Fernanda de Morais Hyppolito Nunes, Maryane Xavier Carvalho, Mônica Sales de Mendonça, Stela Carmen Ferreira Lustosa, Maria de Fatima Aquino De Sousa, Alba Maria de Franca Façanha Costa, Izabel Cecília Oliveira de Melo, Maria Cleocilda Batista, Maria Cristina Ramos Rosas, Milena Moreira de Góes Magalhães, Regina Cátia Nascimento e Silva, Rosa Laura de Oliveira Silva, Maria José Alves de Mesquita, Maria de Fatima De Oliveira Guimarães, Hertz Gomes Fernandes Vieira, João Celmo Pinheiro de Andrade, João de Almeida Marinheiro, João Helson Carcalho Franklin, José Alcides Alves do Nascimento, Ângelo José Barbosa da Silva, Antônio de Pádua Oliveira Correia e Julio César Martins Filho.