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Júri condena Catanã por assassinato

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02.07.2009 Fortaleza Pág.: 03
O sargento da Polícia Militar João Augusto da Silva Filho, o Joãozinho Catanã, foi condenado a 20 anos e meio de prisão em um processo que responde por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. Ele é o primeiro sentenciado de um grupo formado por civis e policiais de grupo de extermínio. A sentença foi dada pelos jurados da 1ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Bevilaqua em um julgamento iniciado na terça-feira que se estendeu até a madrugada de ontem.
O advogado de Catanã, Francisco Eugênio, já recorreu da sentença ao Tribunal de Justiça. Ele alega que o júri não seguiu as provas dos autos, já que esses não teriam elementos suficientes para condenar o réu. ?Ele foi condenado a 19 anos por homicídio e a 1,6 ano por formação de quadrilha?, diz.
Recolhido
Apesar de o advogado recorrer da sentença, Joãozinho Catanã continuará respondendo recolhido no 5º Batalhão de Polícia Militar. Ele não foi exonerado do cargo de sargento.
Joãozinho Catanã foi condenado pela morte de Lucivando Borges de Queiroz, o Bodó, crime ocorrido em fevereiro de 2007 no bairro Otávio Bonfim.
O processo também apura a participação de Lúcio Antônio Castro Gomes, policial militar que seria julgado na terça-feira, mas conseguiu adiamento. Outros investigados são Antônio Marcos Cândido Alves, Marquinhos do Frango; e Cícero Cláudio Rodrigues.
A ligação dos quatro na morte de Lucivando aconteceu quando a Polícia investigava outros dois assassinatos e interceptou ligações telefônicas. Na denúncia do Ministério Público feita pelo promotor Ricardo Machado, o grupo planejava o assassinato de outras pessoas.